O 1º Fórum Nacional da RTS terminou com os/as participantes revendo conceitos e articulando as novas ações da Rede. A secretária executiva, Larissa Barros, ao falar sobre Dinâmica e Estratégia da RTS, observou que Tecnologia Social é uma nova cultura de participação para o desenvolvimento sustentável. “Nossa missão é reunir, organizar, articular e integrar as 444 instituições que hoje fazem parte da RTS. Para tanto, é preciso estimular a adoção de TS como políticas públicas”, ressaltou.
No biênio 2005/2006, as reaplicações de TS apoiadas pela RTS ocorreram nos seguintes territórios: Semi-Árido e sertão do São Francisco, Amazônia Legal e periferias das grandes cidades. Resultados positivos foram apresentados no Fórum e agora o desafio é aprofundar o debate sobre TS e políticas públicas. “A construção dessas políticas precisa considerar as tecnologias sociais como instrumentos de inclusão social e de promoção do desenvolvimento”, reforçou Larissa.
PARTICIPAÇÃO - A secretária executiva da RTS deixou patente a necessidade de aprofundar a participação das instituições que compõem a Rede e, consequentemente, fortalecê-la. “Eram 30, em 2005, e hoje são 444. São necessárias novas formas de comunicação e trabalho”, lembrou. Outro desafio é propor e compor canais de participação da RTS, e suas instituições parceiras, nos espaços de governo que já existem e naqueles que a própria Rede deve sugerir.
Com um espectro tão amplo, a RTS terá de aprimorar também a difusão dos seus esforços. Na opinião de Larissa, é preciso, antes de mais nada, reforçar e ampliar as conexões entre os diversos pontos da Rede, fazendo com que a troca de experiências se aprofunde. “Um banco de dados deve ser prioridade no portal da RTS. Vamos articular encontros temáticos e a conferência internacional sobre TS no próximo ano”. Todo esse plano de trabalho está focado em um objetivo muito claro: dar maior escala, continuidade e ampliação dos projetos em execução e criar espaços de diálogos.
CONCEITOS - O jornalista Cássio Martinho, professor universitário e consultor em gestão de redes, compartilhou o tema tratado por Larissa, mas voltou-se para o aspecto conceitual, provocando os/as participantes para o debate que antecedeu a plenária final do Fórum. “O conceito de rede adequado é baseado na horizontalidade e não na hierarquia”, afirmou. Martinho lembrou que a experiência de rede começou no Brasil na década de 1990 e, em sua opinião, há uma certa dificuldade em manter vivos os elementos do pacto entre as instituições que se articulam.
“Outro desafio é a participação e, depois, a operacionalização das metas, pois não temos as metodologias consolidadas para levar adiante os processos”, comentou. Para o consultor, essa lacuna leva à utilização do modelo tradicional da verticalidade. “A Rede tem de construir os próprios métodos de gestão e precisamos abandonar a velha mania de centralizar processos”, aconselhou.
Assessoria de Imprensa – 1º Fórum Nacional da RTS