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Susan Andrews, coordenadora do Instituto Visão Futuro
Susan será uma das palestrantes na plenária de abertura da Conferência Internacional Ethos 2009, evento que se realizará entre os dias 15 e 18 de junho, em São Paulo. Coordenadora do Instituto Visão Futuro, é também consultora de grandes empresas para a melhoria de clima organizacional e autora do livro O Stress a Seu Favor. Em entrevista exclusiva à repórter Neuza Árbocz, especial para o Instituto Ethos, Susan Andrews fala da crise financeira internacional e de como ela vê o Brasil nesse cenário. Instituto Ethos: Como você está vendo o comportamento das organizações e das pessoas nesse processo de crise em que o mundo entrou? Susan Andrews: Acho que mesmo antes de a crise estourar já havia uma crise emocional em gestação. Em toda parte as pessoas têm se tornado mais e mais deprimidas, ansiosas, irritadiças, gananciosas, e alienadas. Estamos atravessando uma crise civilizacional, e não apenas uma crise social, ou econômica, ou ambiental. O crescente caos externo é apenas um reflexo do nosso desequilíbrio interno. IE: Quais são as ações mais urgentes para resolver as múltiplas crises que estamos vivendo e proteger a vida na Terra? SA: Já conhecemos todas as soluções. Existem milhares de livros nas prateleiras, e inúmeros artigos fluindo na internet, com brilhantes e práticas soluções para todas essas nossas crises. O que está faltando é a vontade política dos nossos líderes para aplicá-las numa escala mais ampla, e a determinação coletiva das pessoas para aplicá-las em escala local. Mas, para que isso aconteça, primeiro precisamos mudar o nosso modo de pensar. Como diz aquela célebre frase de Einstein, “Não podemos resolver os nossos problemas com a mesma e antiga consciência que os criou”. IE: Você declarou que houve uma época em que o caminho espiritual consistia em esforços individuais, baseados em mestres ou escolas a ser seguidas, mas que agora o caminho é o do serviço. Poderia explicar isso melhor? SA: Citei um mestre indiano que descreveu os vários estágios da evolução espiritual coletiva neste planeta. Por milhares de anos, o principal caminho para a realização espiritual era retirar-se da sociedade para ficar no isolamento das montanhas e dos monastérios, buscando sua própria iluminação por meio de uma rigorosa disciplina ascética. Mas hoje em dia o caminho deve ser diferente. Nossos “demônios” não são apenas os monstros internos, as nossas emoções negativas, mas também as forças externas degradantes da violência, da exploração e da indiferença. O desafio atual não é apenas entregar o nosso ego individual ao Divino, ou a um Mestre Perfeito, mas também o de unir os nossos egos numa harmonia coletiva em prol do bem-estar de toda a criação. Nossa prática espiritual começa não nos retirando do mundo material, mas abrindo os nossos corações, por meio da compaixão pelo mundo, com todas as suas imperfeições, para favorecer a evolução de todos os seres.
Fonte: www.ethos.org.br |
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