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Antônio Mello - PATACNo mês de julho, o Comitê Coordenador da RTS fez uma visita ao sítio Riacho de Santo Antônio, no município de Soledade (Estado da Paraíba). A fim de garantir o sustento e a alimentação saudável da família, o agricultor Antônio Borges adotou diversas tecnologias sociais. Sua propriedade possui cisterna de placa, mandala, quintal produtivo, barragem subterrânea e biodigestor. ções, compartilharam experiências e percorreram parte dos 80 hectares do sítio. O encontro foi viabilizado pela Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) e instituições que a integram, como o Programa de Aplicação de Tecnologia Apropriada às Comunidades (Patac) e a AS-PTA. Na ocasião, Antônio Mello, representante do Patac, concedeu uma entrevista à Assessoria de Comunicação da RTS. A seguir, os principais trechos: RTS - Como você avalia o trabalho dos agricultores e agricultoras nesta região? Mello - A gente tem percebido o crescimento na compreensão de cada um, quanto ao seu papel como experimentador, como construtor de um projeto de desenvolvimento. Eles têm orgulho de serem agricultores e têm o prazer de passar para outros as suas experiências, estimulando outros a experimentarem. É muito mais que apenas difundir uma prática, uma técnica. É a construção de um projeto que reforce a identidade, seus valores. RTS - Qual é o papel do Estado, nesse processo? Mello – O Estado deve apoiar essas iniciativas inovadoras, estimular todo esse processo. Em outros momentos, o Estado se via como o grande promotor de combate à seca. Hoje, o Estado tem o papel de reforçar a sociedade civil. RTS - O que se coloca como desafio, atualmente, para a agricultura familiar no Semi-Árido? Mello - A questão do acesso e manejo sustentável da terra. A terra ainda está muito concentrada. Também é preciso fortalecer o processo de fortalecimento da organização local, da autonomia, da auto-estima. RTS - Alguma consideração final? Mello - O movimento da Rede de Tecnologia Social, no sentido de aproximar entidades governamentais, redes, instituições da sociedade civil e empresas, é uma iniciativa muito boa, pois fortalece a agricultura familiar na construção de um projeto político de desenvolvimento. Percebemos que a RTS é um espaço de aliados. Mas também é um espaço em construção na medida em que é preciso buscar pontos de vistas em comum. |
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