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Antônio Barbosa - COORD. EXEC. ASA

Antônio Barbosa - COORD. EXEC. ASA


Leia, a seguir, a entrevista que Antônio Barbosa, integrante da Coordenação Executiva da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), pelo Estado do Piauí, concedeu à Assessoria de Comunicação da RTS, no Fórum Social Mundial, em Caracas (Venezuela).

RTS - Qual a importância da Oficina “Convivência com o Semi-Árido: experiências bem-sucedidas”, no âmbito do Fórum Social Mundial?

Barbosa – A ASA tem priorizado a troca de experiências, do conhecimento, e do saber das populações, no Semi-Árido. Obviamente, essa lógica também serve para o Fórum. É bom lembrar que o Semi-Árido não é um bioma existente apenas no Brasil, ocorre em outros países também. Compartilhar experiências é importante para fortalecer o trabalho da ASA dentro do Semi-Árido, mas também tem a função de fortalecer a luta dos povos pelo acesso à água, água potável de qualidade, água para a produção de alimentos. Acreditamos que, nesse sentido, o Fórum é um espaço privilegiado.

RTS - O Fórum Social Mundial, dentre suas funções, é um espaço de articulação. A ASA conseguiu avancar em acordos institucionais, em Caracas?

Barbosa – Trocamos experiências, mas também construimos novas parcerias. Aqui, firmamos um compromisso com a Petrobras no sentido de haver novos esforços, novas parcerias, principalmente no compromisso que a empresa assume de fortalecer o Programa “Um Milhão de Cisternas Rurais”. É muito positivo perceber que a Petrobras reconhece a importância dessa iniciativa e, inclusive, coloca isso como prioridade em outras ações da empresa.

Também estamos dando continuidade às ações em parceria com o Instituto Ethos. Além disso, teremos uma reunião com agências italianas de cooperação. Isso porque a ASA foi convidada para discutir a questão da água no planeta. Enfim, o Fórum é um espaço de construção e fortalecimento de parcerias.

RTS - O que os integrantes da ASA levarão na bagagem, no retorno para o Brasil?

Barbosa – Primeiramente, o fato de saber que discussões como essas, que ocorreram na Oficina, são importantes. Sabemos que a ASA tem uma grande função no Brasil. Mas, aqui, conseguimos perceber que as questões do Semi-Árido são para além da ASA. É preciso libertar o povo da América Latina. Vimos isso no olhar e na fala das pessoas. Já fizemos muito, mas há muito mais a fazer – no Brasil e em outros países.

Por Michelle Lopes – Assessoria de Comunicação da Rede de Tecnologia Social (RTS)

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