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Rodrigo Rollemberg

O secretário de C&T para Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Rodrigo Rollemberg, será o relator da mesa sobre Tecnologias Sociais


rollemberg.jpg Durante a 3ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, o secretário de C&T para Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Rodrigo Rollemberg, será o relator da mesa sobre Tecnologias Sociais. Na ocasião, a atuação da Rede de Tecnologia Social (RTS) será um dos temas dos palestrantes. O encontro acontecerá entre os dias 16 e 18 de novembro, no Centro de Convenções do Complexo Blue Tree Alvorada, em Brasília. Em entrevista à Assessoria de Comunicação da RTS, o secretário conversa sobre a Conferência.

RTS – Quais são as expectativas do secretário em relação à Conferência de C&T?

Rollemberg – É muito importante que o país se mobilize por meio da comunidade científica, do setor produtivo, do governo e das instituições da sociedade civil para debater e formular uma política de Estado em que a ciência, a tecnologia e a inovação possam contribuir para o desenvolvimento do país.

Nós estamos vivendo um momento novo no que se refere à questão da ciência, tecnologia e inovação no Brasil. Há um despertar conjunto quanto à necessidade de se investir cada vez mais nessas áreas.

Podemos pontuar algumas coisas importantes nesse processo. Primeiramente, a construção de uma política industrial tecnológica de comércio exterior que define as prioridades de crescimento e investimento no país. Depois, a aprovação de uma lei de inovação que busca uma interação cada vez maior entre as universidades e os institutos de pesquisa com o segmento empresarial. E, ainda, a criação da Secretaria de C&T para Inclusão Social, no âmbito do governo.

Houve, também, a criação da Rede de Tecnologia Social que busca agrupar todas as instituições que, de uma forma ou de outra, trabalham com tecnologias sociais buscando a reaplicação em larga escala.

RTS – Como está a participação da Secretaria de C&T para Inclusão Social dentro da Conferência?

Rollemberg – Estamos aproveitando a Conferência para fazer um debate interno sobre o papel da Secretaria, de seus programas e ações.

Teremos dois grandes momentos de participação. Primeiramente, com o tema “Difusão e Popularização da Ciência”, onde o diretor dessa área, professor Ildeu, irá colocar qual é a nossa visão a sobre o assunto. Também teremos a mesa de Tecnologias Sociais onde eu pretendo, a partir do debate interno que vem sendo realizado na Secis, colocar a nossa visão de TS e a nossa reflexão sobre como a ciência, a tecnologia e a inovação podem contribuir para a inclusão social.

RTS – Percebe-se a importância de se ter uma mesa sobre tecnologia social.

Rollemberg – Isso já é um grande avanço e demonstra um novo momento em nosso país, conquistado por pessoas, organizações, instituições que, ao longo de muitos anos, vêm trabalhando com esse foco. É muito importante ter uma mesa na Conferência, diferentemente da última, que trate especificamente desse tema, que reflita sobre o papel da Extensão, das organizações sociais no processo de produção e transferência do conhecimento. É um momento alvissareiro e que demonstra o reconhecimento da necessidade de pensarmos como a ciência e a tecnologia podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres.

RTS – Como o público da Conferência pode contribuir para as ações no país, em tecnologias sociais?

Rollemberg – Através de um processo de reflexão. Nós teremos um público extremamente qualificado, sejam eles representantes da comunidade científica, do setor produtivo, do governo ou de organizações da sociedade civil. É um público formado por lideranças de todas essas áreas, gente que tem um acúmulo de conhecimento, formulação e reflexão muito grande.

Será um momento muito rico para receber contribuições, para que se possa fazer uma reflexão sobre o que o país avançou nos últimos anos em relação às tecnologias sociais. Ao mesmo tempo, vai ser o momento de se criticar políticas e apontar soluções, sugestões, diretrizes a serem seguidas pelo conjunto das instituições que trabalham com tecnologias sociais.

Quando um segmento, a exemplo da Saúde, começa a se reunir em conferências, a tomar decisões de Conferência, nós deixamos de ter políticas de governo para ter políticas de Estado. São políticas muito mais duradouras e que contribuem para a continuidade e a sustentabilidade das ações.

Por Michelle Lopes – Assessoria de Comunicação da Rede de Tecnologia Social (RTS)

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