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Tecnologia Social como pluralismo tecnológico
Por Ricardo T. Neder*
10/09/2008 - A reforma promovida por grupos das comunidades de cientistas e gestores da Política Cientifica e Tecnológica (PCT), no Ministério de Ciência e Tecnologia e suas agências, e consolidada no bojo do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, PADCT, pretendeu atingir um redirecionamento de dois grandes componentes: 1. o componente de ciência e tecnologia stricto sensu vinculado aos financiamentos da pesquisa científica; e 2. o componente do desenvolvimento tecnológico voltado para programas indutores das demandas sociais por ciência e tecnologia e inovação oriundas de setores produtivos e da sociedade civil (Balbachevsky, 2002; Veloso e Nogueira, 2006; Dagnino e Dias, 2007). Este artigo trata dos obstáculos às políticas de CT&I atenderem às demandas sociais. Por demanda social entende-se o desenvolvimento científico e tecnológico para desenvolvimento social que passou a integrar a pauta do Movimento pela Tecnologia Social – MTS. O componente 2 tem sido subordinado ao avanço quantitativo das patentes, o que não tratarei aqui senão indiretamente. A questão é outra: há realmente um componente 2 do PADCT vocacionado para a demanda social por C&T? *Ricardo T. Neder é professor no Centro de Desenvolvimento Sustentável – Universidade de Brasília (UnB) e coordenador do Observatório do Movimento pela Tecnologia Social (rtneder@unb.br)
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